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cristina dangerfield-vogt

Iniciado em Israel, foi o meu primeiro blog, e tem alguns inéditos não publicados ainda em livro, além de excertos do meu livro - Um Ano em Telavive - Foca o quotidiano israelita, viagens pela Palestina, notícias actuais,..

cristina dangerfield-vogt

Iniciado em Israel, foi o meu primeiro blog, e tem alguns inéditos não publicados ainda em livro, além de excertos do meu livro - Um Ano em Telavive - Foca o quotidiano israelita, viagens pela Palestina, notícias actuais,..

desertos, pensamentos, lançamentos...


 © Wadi Zin - vista panorâmica


  


O lançamento do meu livro aproxima-se e sinto-me responsável pela falta de progressão deste blog incipiente, mas é tão difícil fazer tudo o que se quer;


 


Tomar decisões gráficas, fazer a última leitura do livro antes da publicação, começar a pensar na divulgação, medos e medos e mais medos assaltam-me durante as noites de luar...medo da passagem do mundo privado de opiniões e ideias pessoais ao mundo em que elas me deixarão de pertencer exclusivamente, medo de um lobisomem qualquer que não queira compreender que o meu livro foi escrito com a melhor das intenções e que é "entertainement puro", literatura de viagem, impressões subjectivas, numa região super-politicizada, em que as pessoas sofrem de bipolaridade, em que as cores predominantes são o preto e o branco, sem lugar nem espaço para aqueles que hesitam e se questionam diariamente sobre o estado da nação, ou das nações! Mal daquele que ousar ir contra a corrente - e sinto que estou exactamente nessa posição do orgulhosamente só, sem dependências de opinião formada e preconceitos, a lutar pela imparcialidade!


 


Para além  destes pensamentos, continuo a viajar; entretanto visitei quase todo o Westbank (ainda me falta uma viagenzita a Hebron já na próxima 5ª feira), percorri todos os desertos de pedra (não os há, só de areia), alguns até têm vinhas e caves vinícolas com vinhos de boutique - e não são regados com as águas do deserto, mas sim com águas marítimas dessalinizadas e transportadas de Ashkelon (sim ali ao virar da esquina de Gaza) para o deserto!


 


Mas, pensemos no "primeiro" livro "UM ANO EM TELAVIVE" cujo lançamento terá lugar no dia 18 de Dez, e que foi e será o pretexto para re-ver pessoas que muito me influenciaram e, algumas, de que lhes tinha perdido o rasto; viva a idade da internet e os seus benefícios que me possibilitaram encontrar quase todos os que procurei!


 


Voltemos ao deserto. O primeiro chefe de estado israelita, Ben Gurion, pretendia fazer florir o deserto - não o conseguiu, ou seja não conseguiu convencer quase ningém dessa necessidade; actualmente, vê-se aqui e ali algumas zonas verdes quebrando o silêncio e a harmonia do deserto, para além dos seus wadis e oásis.


 


Há cerca de uma década foi reiniciado o movimento de aproveitamento do deserto Neguev. Existem cerca de 30 explorações agrícolas e de agro-turismo. Ao fim-de-semana os telavivenses pegam nos seus jipes e partem para o deserto, quebram-lhe o silêncio, espantam-lhe as cabras que se passeiam pelas escarpas ou pelos montes guardados pelos beduínos e pernoitam em "HAN"s ou "KARVANSARAY"s em tendas de beduínos em pequenos oásis explorados por israelitas (tb. acampamentos de autênticos beduínos israelitas e eco-alternativos, etc.). Dormem em grupos de 10, 15, 20 e mais pessoas com crianças. Durante a noite as temperaturas já descem aos 10 graus ou talvez menos.


 


De manhã, os jipes dos telavivenses desaparecem numa nuvem de poeira como por truque de magia e prosseguem na conquista do deserto desconhecido.


 


No alto de um monte, uma fila de camelos perfila-se contra o céu de um azul intenso e sem uma núvem - os turistas já andam a passear.


 


O que é interessante no deserto é que num dia de sol não há uma única sombra. Um passeio pelos montes significa horas sob um sol impiedoso sem possibilidade de lhe fugir - quanto desejei ter um véu e umas vestes pretas que me protegessem daquele inferno atraente - que fossem o meu refúgio na sombra. Sim um inferno, pq. quando nos afastamos dos povoados, não há refúgio e é preciso conhecer os wadis da sua imensidão para descansar neles daquela luz e calor imperdoáveis - o deserto atrai e trai aqueles que não o conhecem! Ele é fascinante...


 


No fim do dia, o sol poente lança os seus raios vermelhos que se unem em simbiose com os amarelos do deserto e lhes dá aquela cor intensa que se acentua até atingir o seu explendor máximo numa derradeira dança de cores fulvas quando o sol já mergulha por detrás de um monte a ocidente e se prolonga até o aveludado manto negro da noite cair sobre a paisagem e apenas deixar advinhar a sua imensidão.


 


Os pássaros dos oásis chilreiam até a noite os emudecer. Todos se recolhem no silêncio envolvente do deserto.


 



© no Wadi Zin - Neguev


 


copyright 2009 cristina vogt-da silva


 

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